quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

09/10/2012

MODELOS DE ATRATIVIDADE NAS RELAÇÕES AFETIVO-AMOROSAS - PROFª JULIANA FRANZI

Texto Base: Araújo, Mª de Fátima. Amor, casamento e sexualidade: velhas e novas configurações.

Foram discutidas durante a aula as "coisas do coração", termo utilizado para designar o amor, avaliando a questão através da atração entre as pessoas, os tópicos importantes da explanação seguem.

A atração é a avaliação positiva do outro, uma espécie de primeira impressão, de forma a causar atitudes de aproximação.

Debate-se a questão do amor x violência, principalmente de gênero, as diferenças entre a visão brasileira e européia, além da disparidade na base legal de proteção às partes desfavorecidas na relação. Enquanto na Europa há uma consolidação nas políticas públicas a respeito, no Brasil ainda se caminha a passos lentos, talvez pela formação de uma sociedade de bases patriarcais e opressoras.

Se inicia na Grécia Antiga a procura da metade da
perdida segundo Aristófanes:
"Cada homem, no seu todo, era de forma arredondada, tinha dorso e flancos arredondados, quatro mãos, outras tantas pernas, duas faces exactamente iguais sobre um pescoço redondo e, nestes duas faces opostas, uma só cabeça, quatro orelhas, dois órgãos sexuais, e tudo o resto na mesma proporção".
Os gregos diziam que quanto maior o amor, mais próximo da razão.

Em outros contextos históricos a relação amorosa vem se diferenciando. O Cristianismo prega a monogamia, a heterosexualidade e a indissolução da união, estabelecido pelo casamento entre homem e mulher, estabelecido a partir do século XII segundo Araújo.

Pela literatura passamos pelo amor cortês, inacessível, a mulher posta em um pedestal, como objeto de reverência. Também há o amor romântico que é idealizado, possível, tem duração infinita, que eleva os sentimentos além da razão.

Das relações surgem os conflitos como consequência da preservação de relações desiguais, onde há a preponderância de força social afetiva de um sobre o outro, ou então na busca por aumento ou diminuição de poder na relação.

Em uma relação contemporânea a busca é pela confluência, na negociação dos papéis pautada na apresentação do diálogo e compreensão. Todas as razões aqui expostas influenciam na questão do processo de escolha supra citado, diferenciando-se no gênero feminino que busca perspectivas de segurança no parceiro e masculino que visualiza com maior ênfase a questão da atratividade física.





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